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RELACIONAMENTO – OSHO

osho“O relacionamento existe porque o amor não está presente. O amor não é um relacionamento. 

O amor se relaciona, mas não é um relacionamento. Relacionamento é algo acabado. Relacionamento é um substantivo; o ponto final chegou, a lua de mel acabou. 

Agora não há alegria, não há entusiasmo, agora tudo está acabado.

Você pode continuar o relacionamento apenas para manter suas promessas.

Pode levá-lo avante porque é confortável, conveniente, cômodo. Pode levá-lo avante porque não há nada mais a fazer. Pode levá-lo avante porque se o romper, isso vai lhe trazer muitos problemas.

Relacionamento significa algo completo, acabado, fechado. O amor nunca é um relacionamento: amor é relacionar-se – é sempre um rio fluindo, interminável.” 

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“O estado mais elevado de amor não é, de modo algum, um relacionamento: é simplesmente um estado do seu ser. Assim como as árvores são verdes, aquele que ama é amoroso. Elas não são verdes apenas para determinadas pessoas: não é que quando você aparecer, elas se tornam verdes. A flor continua espalhando suafragrância quer alguém apareça ou não, quer alguém aprecie ou não. A flor não começa a liberar sua fragrância quando um grande poeta está se aproximando – ‘Bem, este homem apreciará, este homem será capaz de compreender quem eu sou’. E ela não fecha suas portas quando vê que uma pessoa estúpida, idiota, está passando por ali – uma pessoa insensível, obtusa, um político ou alguém parecido… Ela não se fecha – ‘Qual o sentido? Por que jogar pérola aos porcos?’ Não, a flor continua espalhando sua fragrância. Trata-se de um estado, não de um relacionamento.”

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“O propósito da terapia é levá-lo ao ponto onde você possa ver a sua falta de naturalidade . (…) O propósito é simplesmente torná-lo consciente de onde você está, do que fez a si mesmo – o mal que tem sempre causado e ainda está causando, as feridas que está criando em seu próprio ser. Cada uma das feridas tem sua assinatura – esse é o objetivo da terapia, fazer com que você se dê conta de sua assinatura; que as feridas levam sua assinatura, que ninguém mais as tem causado; que todas as correntes que o envolvem são criadas por você; que a prisão na qual você vive é obra sua. Ninguém a está fazendo para você.” 

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“O amor é alquímico. Se você se amar, a sua parte feia desaparecerá, será absorvida, será transformada. A energia é liberada daquela forma. Todas as coisas que são chamadas de pecado simplesmente desaparecem. Ame-se. Esse deveria ser o mandamento fundamental. Ame-se. Tudo o mais se seguirá, mas esse é o alicerce.” 

 

Fonte: http://frasesreunidas.blogspot.pt

Medo é um sentimento de falta de contato com a existência

medo(…) quanto mais ama, mais cativante você fica. Quanto menos ama, mais você exige que os outros o amem, e menos cativante você fica, mais se fecha, mais se confina em seu ego. E você fica desconfiado — mesmo que alguém se aproxime de você para amá-lo, você fica com medo, porque em todo amor há a possibilidade de rejeição, de retraimento.

Ninguém o ama — isso vira um pensamento entranhado dentro de você. Como esse homem ousa tentar mudar o seu modo de pensar? Ele está tentando amar você. Só pode ser falsidade, será que ele está tentando enganá-la? Deve ser um espertalhão, um sujeito enganador. Você se protege. Não deixa que ninguém a ame, nem ama ninguém. Então vem o medo. Você está sozinha no mundo, tão sozinha, tão solitária, desligada de tudo.

O que é o medo, então? O medo é o sentimento de não estar ligado à existência. Eis a definição de medo: medo é um sentimento de falta de contato com a existência. Você fica sozinho, uma criança chorando sozinha em casa, a mãe e o pai e toda a família saíram para ir ao cinema. A criança chora e soluça no berço. Foi deixada sozinha sem nenhum contato, ninguém para protegê-la, ninguém para lhe dar conforto, ninguém para amá-la; uma solidão, uma solidão imensa a envolve. Eis o estado de medo.

Isso ocorre porque você chegou a um ponto em que não deixa que o amor aconteça.

Toda a humanidade foi treinada para outras coisas, não para o amor. Para matar, fomos treinados. E os exércitos existem, anos de treinamento para matar! Para calcular, fomos treinados; faculdades, universidades, anos de treinamento só para aprender a calcular de forma que ninguém possa enganar você, mas você possa enganar os outros.

Osho, em “Coragem: O Prazer de Viver Perigosamente”
Imagem por goandgo
Fonte: http://www.palavrasdeosho.com/2013/05/medo-existencia.html

O amor é fogo

fogoO amor é fogo, e se você chegar perto você vai ser consumido pelo fogo. Amor consome, transforma, provoca a morte do velho e o nascimento do novo.
Osho, em “Towards The Unknown”

Amor e centramento são a mesma coisa

Pergunta a Osho:

Como uma mulher pode se apaixonar e ainda assim permanecer centrada em si mesma e preservar a própria individualidade?

Essa pergunta tem muitas implicações. Primeiro, você não entendeu o que significa estar centrado. Segundo, você também não viveu a experiência do amor. Posso dizer isso com absoluta autoridade, pois a sua pergunta fornece todas as evidências do que estou dizendo.

Amor e centramento são o mesmo fenômeno, não dois diferentes. Se você conheceu o amor, só pode estar centrada. Amar significa estar de bem com a existência. Isso pode acontecer por meio de um amante, por meio de um amigo ou de maneira direta e imediata — por meio do nascer do sol, do pôr do sol.

A própria experiência de amar deixará você centrada. Essa tem sido toda a filosofia dos devotos ao longo das eras. O amor é a ciência deles; o centramento é o resultado.

Mas existem pessoas — e só existem dois tipos de pessoas — que são dominadas pela lógica. O coração delas não se desenvolveu ainda. E existem pessoas cujo coração está florindo e a razão, a racionalidade só funcionam como servos do coração.

A desgraça do homem é que ele está tentando fazer o impossível: está tentando forçar o coração a servir a mente, o que é impossível. Esse é o seu caos, a sua complicação.

Essa pergunta surgiu da experiência comum a que chamam de amor. Não se trata de amor, ela só é chamada de amor — é só um vislumbre, uma amostrinha, que não vai nutrir a pessoa. Pelo contrário, esse amor vai se tornar um estado patológico, porque num momento você está no ápice e tudo está simplesmente maravilhoso e no outro tudo está negro e nada parece ter sentido na sua vida.

Todos esses momentos de amor parecem saídos de um sonho ou talvez sejam frutos da sua imaginação. E esses momentos sombrios andam de mãos dadas com os momentos mais belos. Essa é a dialética da mente humana. Ela funciona por meio de opostos.

Você amará um homem, mas por razões absolutamente equivocadas. Você amará o homem, ou a mulher, porque está carregando dentro de você uma imagem do outro. O menino se inspirará na mãe e a menina, no pai.

Todos os amantes estão em busca da mãe e do pai — em última análise, todos estão em busca do útero e do seu estado belo e relaxado.

Do ponto de vista psicológico, a busca eterna pela moksha, a libertação suprema, a iluminação, pode ser reduzida ao fato psicológico básico de que o ser humano já conheceu o estado mais belo e pacífico que existe antes de nascer. Agora, se algo maior não acontecer na vida dele, uma exposição ao divino, ao universal, ele se sentirá infeliz, porque — inconscientemente — a todo instante haverá um julgamento.

Ele sabe que viveu durante nove meses e, lembre-se de que, para a criança que está no útero, nove meses são quase uma eternidade, porque ela não sabe contar, ela não tem relógio. Cada momento é completo em si mesmo. Ela não sabe que haverá outro em seguida, por isso cada momento é uma surpresa. E sem preocupações, sem nenhuma tensão com respeito à comida, roupas, abrigo, ela está absolutamente à vontade, relaxada, centrada. Não há nada que a distraia do centro.

Não há ninguém nem mesmo para dizer olá.

Essa experiência de nove meses de centramento, de imensa alegria, paz, solidão.., o outro não está mais ali; o mundo se resume em você, você é o todo. Nada está faltando, tudo é suprido pela natureza, sem que seja necessário nenhum esforço da sua parte.

Mas a vida confronta você de uma maneira totalmente diferente — antagonicamente, competitivamente. Todos são seus inimigos, porque todo mundo está competindo; todo mundo é seu inimigo porque todo mundo tem os mesmos desejos, a mesma ambição. Você está sujeito a entrar em conflito com milhões de pessoas.

É por causa desse antagonismo interior que todas as culturas do mundo criaram um certo sistema de etiqueta, de familiaridade, de formalidade, e enfatizam continuamente esse sistema para a criança: “Você tem que respeitar o seu pai”.

Todas as culturas do mundo inteiro, ao longo de toda a história, por que todas elas insistem que a criança tem que respeitar o pai? Existe a suspeita de que, se ela for deixada por si mesma, ela não vai respeitar o pai; isso é evidente, é pura lógica. Na verdade, a criança vai odiá-lo. Toda menina odeia a mãe.

Para esconder esse ódio — porque será muito difícil viver numa sociedade em que todas as feridas estão à mostra e todo mundo anda por aí com as feridas abertas —, um certo ethos, uma moralidade, um certo estilo de vida tem que encobri-las e mostrar justamente o oposto: que você ama a sua mãe, que você ama e respeita o seu pai.

Lá no fundo acontece exatamente o oposto.

Você foi dividido em dois pela sociedade. A parte falsa é merecedora de todo respeito, porque o falso é criado pela sociedade. Ao real é negado qualquer respeito, porque o real vem da natureza, que está além do controle de qualquer sociedade, cultura ou civilização.

Toda criança tem que ser treinada para mentir, tem que ser programada de modo a ser subserviente à sociedade, de modo a ser um dócil escravo. Todas as sociedades quebram a espinha de todas as crianças, por isso elas ficam sem eixo, sem personalidade. Não podem erguer a voz, não podem questionar nada. A vida delas simplesmente não lhes pertence.

Ela ama, mas o seu amor é falso. Desde o início, dizem que ela tem que amar a mãe, “porque ela é a sua mãe” — como se a condição de mãe tivesse alguma qualidade intrínseca ou implicasse na obrigação de que você devesse amá-la. Mas existe a aceitação geral de que a mãe tem que ser amada.

A minha ênfase é que a mãe seja amorosa e que jamais se diga a nenhuma criança que ela tem que amar alguém, a não ser que esse amor brote naturalmente. Sim, a mãe, o pai, a família pode criar um ambiente sem dizer coisa alguma; toda a energia pode gerar, pode desencadear as suas forças interiores de amor.

Mas nunca diga a ninguém que o amor é um dever. Ele não é. O dever é um falso substituto do amor.

Quando você não consegue amar, a sociedade o supre com deveres. Eles podem ter a aparência de amor, mas por dentro não existe amor nenhum; pelo contrário, só existe formalidade social.

E você fica tão acostumado com as formalidades sociais que se esquece completamente de que existem coisas prestes a acontecer na sua vida, mas você está tão ocupado que não lhes dá espaço, não permite que o amor floresça dentro de você.

Por causa disso, você não sabe que centramento e amor são a mesma coisa.

O centramento atrai mais o intelectual. Não é preciso acreditar em nada; não há ninguém a quem você precise se render.

É por causa do outro que todo caso de amor termina em tragédia. Na literatura indiana, não existem tragédias. Nos meus tempos de estudante, eu perguntava para os meus professores, “Por que não existem tragédias na literatura indiana?” E nem um único mestre ou professor foi capaz de me dar uma resposta convincente. Eles simplesmente davam de ombros e diziam, “Você é estranho; faz cada pergunta! Estou nesta universidade há trinta anos e ninguém nunca me fez essa pergunta”.

Eu dizia, “Para mim parece óbvio que a questão tem raízes profundas na cultura“. Em todos os países, com exceção da Índia, existem tragédias — lindas histórias, romances, ficção — mas na Índia não existem. E isso porque a Índia é uma terra mais antiga que as outras. O povo aprendeu muitas coisas com a experiência, e uma delas é que não se deve falar do que não deveria existir; por isso não se fala em tragédias.

Essa lógica é compreensível. Se o ser humano sentir que a vida é sempre uma comédia, existe a possibilidade de que ele possa continuar enganando a si mesmo. Ele pode nunca contar a ninguém sobre os seus problemas, porque acha que ninguém tem problemas. Por que se expor ao ridículo? Se existe algo errado com você, não comente a respeito. Para que se expor a uma sociedade cruel que simplesmente rirá de você e provará que você é um idiota e não sabe viver?

Mas a coisa não é tão simples. Não se trata apenas de saber viver. É uma questão de, primeiro, deixar de lado tudo o que é falso em você.

O falso vem de fora. E quando tudo o que é falso é deixado de lado e você fica absolutamente nu diante da existência, o real começará a crescer em você. Essa é uma situação que precisa ser fomentada para que o real cresça, floresça, e lhe traga o significado supremo e a verdade da vida.

É preciso lembrar: você pode começar se centrando — no momento em que se centra você percebe subitamente que um amor imenso está fluindo — ou pode começar amando.

E no momento em que o seu amor não tiver ciúme, não tiver condicionamentos, mas for apenas o compartilhar da dança do coração, você viverá o centramento.

São os dois lados da mesma moeda. O centramento é um método mais intelectual, mais científico. O amor tem uma fonte diferente dentro de você — o seu coração. Ele é mais poético, mais estético, mais sensível, mais feminino, mais bonito. E é mais fácil do que se centrar.

A minha sugestão é: primeiro livre-se de todas as ideias falsas sobre o amor. Deixe que alguma coisa real cresça dentro de você e o centramento estará a caminho, a iluminação estará a caminho. Mas, se você achar muito difícil começar pelo amor, não se desespere. Você pode avançar por meio do centramento.

Pode chamá-lo de meditação, pode chamá-lo de consciência. Mas em cada caso, o resultado final é o mesmo: você estará centrado e transbordante de amor.

Osho, em “A Essência do Amor: Como Amar Com Consciência e se Relacionar Sem Medo”
Imagem por .. kai

O amar segundo Osho

Ouvir as palavras da Verdade não é o mesmo que aprender e vivenciar a VERDADE.

MEIA NOITE NO JARDIM – Mensagem de METATRON – canalizada por Tyberonn – em 06 de abril de 2011.

Saudações, Queridos, eu sou Metatron, Senhor da Luz e os saúdo em Amor Incondicional!!!

Mestres, a vida de cada um de vocês é uma jornada magnífica de constante exploração.

Muitos de vocês estão familiarizados com a frase da metafísica: “Assuma o seu Poder, permaneça na sua Verdade.” De fato, isto é necessário, pois o Amor realmente exige um componente de grande força. Tanto o poder quanto o amor são ciências e artes às quais muitos de vocês dedicaram várias vidas de aprendizado. Vocês tiveram vidas devotadas à submissão, para aprenderem os aspectos do amor, colocando os outros antes de si mesmos e, nesse processo, os aspectos frequenciais de auto-estima e auto-valorização foram mal compreendidos e reduzidos.

Vocês tiveram várias vidas dedicadas ao desenvolvimento do amor e ao desenvolvimento do poder, e estas geralmente se tornaram muito polarizadas. Ao unir esses dois aspectos, as nuances do poder devem ser refinadas e, na verdade, modificadas. Vejam, dentro deles, é possível se defrontar com a recuperação do que pode ser chamado de “fragmentação da alma” e levá-la à harmonia Mer-Kâ-Nica, através de grande esforço.

E então, Meus Queridos, quando os dois segmentos de Poder e Amor são integrados, ocorre outro processo de aprimoramento de ambos, e este é complexo. Esse aprimoramento, então, é o “Jardim de Poder e Amor”, e requer a destilação extrema do conhecimento em sabedoria.

Cada nível de progresso cria um novo paradigma e cada novo paradigma traz consigo enigmas mais complexos a serem resolvidos. Com certeza, os desafios enfrentados por alguém que esteja à beira da Maestria são muito diferentes e extremamente mais complexos que os daqueles que estão nos estágios iniciais da vida na dualidade.
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O amor não deve ser uma obrigação

O amor não deve ser uma obrigação; no momento em que você faz dele uma obrigação, ele se torna artificial, superficial. Não chega nem à profundidade da pele.

O pai diz: “Ame-me porque sou seu pai”. Ele está dando um motivo para o filho amá-lo, como se o amor precisasse de motivos. Os pais não criam situações em torno das quais a criança espontaneamente desabroche em uma pessoa amorosa; eles apenas impõem a ideia.

Se a criança não sente amor naturalmente, sente-se culpada — porque não ama a mãe ou o pai, e isso é ruim, não é assim que as coisas deveriam ser. Ela começa a se condenar.

Se tenta amar só para evitar a culpa, o filho sabe que isso é hipocrisia, mas tem de aprender a hipocrisia porque precisa sobreviver. É uma questão de vida ou morte para ele. Ele tem de amar também os irmãos e as irmãs, os tios e as tias.

Tem de amar, e esquece completamente que o amor poderia ter tido um crescimento natural. Agora o amor se tornou um dever, uma ordem a ser cumprida. Por isso, o filho vai cumprindo.

Esse gesto se torna vazio e acaba se convertendo no padrão para toda a vida.

Osho, em “Meditações Para o Dia”
Imagem por Olivier GR
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