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A inovação da solidão

Que tenhamos um pensamento crítico quanto ao que o video mostra e que consigamos, de alguma forma, mudar este rumo…

Vi no http://papodehomem.com.br/porque-o-botao-nao-gosto-inexiste-no-facebook/

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Humildade – Carl Sagan

O Pálido Ponto Azul – Carl Sagan

Video que mereçe ser entendido por todos…

 

Quem é Deus

Através de uma análise dos modelos de Deus apresentados pelas religiões ele nos conduz a questionar a validade desses modelos e como eles são falhos quando analisados com uma mente mais crítica e objetiva.

Para muitos, Deus não passa de um homem barbudo e imperador que do alto dirige o mundo ditando regras e leis para serem seguidos.
Nesse modelo tradicional Deus passa a ser um tirano castigando os bons seguidores de suas vontades e castigando os que contrariam sua verdade e suas leis assim impostas ao mundo.

 

I, Pet Goat II

Simbolismo esotérico do vídeo viral “I, Pet Goat II”

“I, Pet Goat II” é um vídeo de animação computorizada carregada de silenciosas mensagens e de um simbolismo esotérico. O filme não tem diálogos, e cada símbolo conta uma parte de uma história que abrange áreas históricas, políticas, teorias conspiratórias e espiritualidade ocultista. Vamos ver o significado esotérico por trás de “I, Pet Goat II”.

Produzido pela de produção canadense Heliofant, I, Pet Goat II é uma curta-metragem de animação que rapidamente se tornou viral na Internet. Elogiada pelos seus efeitos visuais e imagens interessantes, o vídeo ainda assim deixou uma interrogação sobre o significado de seu simbolismo. Política, teorias conspiratórias e operações de falsa bandeira são misturadas com espiritualidade esotérica e com simbolismo oculto neste enigma de efeitos hipnóticos. Aqui está o vídeo:

Depois de ver o vídeo, muitos poderiam dizer algo como “Que diabos eu vi?”.
A história é um pouco não-linear e existem muitos elementos criptografados e enigmáticos no filme. Eu não reivindico uma descodificação completa de toda a trama cheia de símbolos, mas um monte de mensagens são facilmente compreendidas pelo simbolismo bastante fortemente apoiado.

Em geral, o filme parece fazer alusão ao clima político e social da década passada – com os presidentes fantoches, terrorismo de falsa bandeira e os feiticeiros do controle mental. De seguida com uma figura de Cristo, abandonando toda a tristeza para introduzir uma nova era iluminada. Ou seja, a história é sobre o triunfo da iluminação espiritual sobre as forças das trevas. Vejamos alguns dos seus inúmeros detalhes.

I, Pet Goat II

A primeira cena já está cheia de simbolismo.

O vídeo começa com uma cena interessante: um bode numa caixa que parece ser parte de um campo de detenção (FEMA). O bode tem um código de barras na cabeça com os números 6 6 6 por baixo. Se I, Pet Goat fala sobre as forças de libertação das trevas, a cena inicial parece descrever exatamente o oposto. Esse bode representará os que foram “enjaulados”, equipados com um código de barras e tendo sofrido de uma lavagem cerebral por um sistema corrupto? A utilização do pronome “I” (eu) no título implica que o bode poderia ser, de facto, o espectador ele mesmo.

O show de marionetes que é a política

Na primeira parte do vídeo, um titeriteiro escondido controla George “Dubya” Bush numa sala de aula. Quando os aviões atingiram o World Trade Center em setembro de 2001, Bush estava dentro de uma sala de aula a ler o livro My Pet Goat às crianças. O chão maçónico na sala em forma de xadrez poderá significar que esta comédia incluiu uma componente ritual.

Bush faz sapateado, tem uma cara assustadora e diz coisas incoerentes para manter as massas ignorantes da verdade.
Acima de Bush, há um desenho interessante, que mostra a evolução da humanidade desde o peixe, para o macacos e para um homem segurando uma arma. Qual é o estágio final da evolução? O homem iluminado, representado pelos raios de sol ao redor de sua cabeça.

Bush, veste um chapéu de bobo, o chapéu cónico que era dado aos alunos “mais lento” para humilhá-los. Quando Bush é mostrado fazendo de palhaço, ele se transforma em Obama, um homem distinto e sedutor, vestindo um chapéu de pós-graduado . Ele começa agradável e gentil, mas começa a rir-se da audiência.
No momento em que ele surge como a resposta perfeita para a idiotice da era Bush, um fato permanece: é apenas mais um fantoche controlado pelo mesmo marionetista.
Enquanto a maioria da plateia está totalmente ignorante sobre o que está acontecer, uma menina não se deixa enganar.

Enquanto as massas parecem surdas, mudas e cegas (e presas em arame farpado), essa menina percebe que essa maça não é dela e deixa-a cair. Obama está preocupado com o despertar desta menina.

Somos de seguida levados para o mundo exterior frio e cheio de neve que circunda a escola. Numa das paredes há um grafite com uma mensagem importante por trás.

No muro da escola vê se um grafite que diz Psaume (Salmo) 23.

O versículo bíblico mencionado pelo grafite parece prever a jornada em que se preparam para embarcar os espectadores.

O Senhor é o meu pastor: nada me faltará. Ele me faz descansar em pastos verdes e me guia a águas calmas. Deus renova as minhas forças e me guia por caminhos de justiça, por amor do seu nome.
Ainda que eu ande por um vale escuro como a morte, nada temerei, porque tu ó SENHOR Deus, estás comigo; a tua vara e o teu cajado me protegem.
Preparas um banquete para mim, onde os meus inimigos me podem ver. Unges-me a cabeça com óleo; enches o meu copo até derramar.
A tua bondade e o teu amor ficarão comigo enquanto eu viver. E na tua casa, ó SENHOR, morarei todos os dias da minha vida.

-Psaume (Salmo) de Davi 23

Um mundo em decadência
O mundo lá fora está escuro, frio e literalmente caindo aos pedaços. É triste, arruinado e tudo treme e se desfaz.

Num determinado momento, duas torres – uma reminiscência ao WTC – se desmoronam. Depois, aprendemos que era um trabalho orquestrado a partir de dentro.

Bin Laden usa um crachá da CIA, sugerindo que era uma ferramenta do governo dos EUA para promover sua agenda. A lua crescente, símbolo associado ao Islão, está invertida, o que pode ser uma maneira de dizer que toda aquela coisa de Al Qaeda é uma perversão e uma exploração do Islão.

Enquanto que petróleo vaza de todos os lugares, uma estrela de seis pontas aparece por baixo da Estátua da Liberdade, rebaptizada pelos autores do filme “Lady of Helotry” ( “helotry” significa servidão ou escravidão = Nossa Senhora da escravidão).

A estrela de seis pontas (também conhecida como a Estrela de David), que aparece sob a Nossa Senhora da escravidão será uma maneira de dizer que os EUA são fortemente influenciados por Israel?

Enquanto o mundo desaba, muitas instituições desactualizadas desaparecem ou são destruídas.

Esta mesquita foi destruída por aviões de combate.
Este trabalhador Latino afoga-se com sua foice e seu martelo – o que representa a morte do marxismo nos países do Terceiro Mundo. No site oficial do Héliofant é dito: “Depois de anos de exploração económica e degradação ambiental, Juan “Pepito” está francamente com uma sensação de afogamento”.

Controle das massas

O mundo está sob o feitiço de um mago negro chamado Drako. De acordo com os realizadores, Drako é:

“Um assistente, uma mão invisível e um espírito de loucura que busca ainda mais poder pelo engano, mentira, envenenamento, eventos sob falsa bandeira, guerras, e montanhas de estruturas burocráticas e legais para extrair energia dos terrestres. Ele teme a luz do dia como ele teme pela própria vida e opera nas sombras. Seu maior poder é o seu domínio sobre a emissão do dinheiro.”

Será que isto nos lembra o que chamamos de os Illuminati? Sim, está correto.
Da mesma forma que os Illuminati procuram fazer uma lavagem cerebral em crianças desde o nascimento, Drako está preocupado com essa criança que está para nascer chamada Ludovic.

O olho reptiliano de Drako vigia o nascimento de Ludovic.
Na tradição esotérica, o símbolo do ovo com uma serpente entrelaçada é conhecido como o ovo órfico. Ou seja, ele representa as sementes latentes da vida e do potencial infinito da criação. Em outras palavras, enquanto esta criança parece desesperada, ela ainda tem o poder de alcançar seu pleno potencial.

Quando o ovo eclode e que o bebé nasce, Drako, literalmente, assume o controle de sua mente de uma maneira temível e parasita.

Drako tem uma pirâmide no queixo e o olho-que-tudo-vê encontrado na nota de dólar americano. Ele representa não só o fato de que ele controla o dinheiro, mas também representa os Illuminati. Sob o olho de Drako, está a frase “Ordo Ab Chao” – que significa a ordem à partir do caos, o lema favorito da elite oculta. O tipo também tem apenas um olho aberto. Poderia representar melhor os Illuminati?

O libertador

No meio desse caos, um personagem surge com o poder de tornar tudo justo.

Navegando num barco de cerimónia egípcia, Jesus Cristo parece estar em transe.

O personagem semelhante ao Cristo tem um terceiro olho pintado sobre a glândula pineal, que traz o conceito de iluminação espiritual. O triângulo acima do olho representa a divindade e essa iluminação entra em contato com sua própria natureza divina. Os símbolos na testa do Cristo estão em total oposição à pirâmide no queixo de Drako. Embora ambos os personagens usam símbolos semelhantes em seus rostos, Cristo o coloca “direito” e Drako o coloca ao contrário/invertido, o que significa que ele (e os Illuminati) corrompeu estes símbolos antigos.

Nomeado pelos autores do vídeo “O fogo da verdade”, o personagem do Cristo não significa que é o próprio Jesus Cristo, mas uma representação do conceito do Cristo interior como definido pelos gnósticos. De acordo com a corrente esotérica do cristianismo, Cristo interior é o potencial de atingir a divindade através da iluminação espiritual. No site de Héliofant, o Fogo da Verdade é descrito assim:

“É VOCÊ! quando reside na consciência do seu filho com o Divino e a fraternidade da humanidade!!!”

Quando a figura do Cristo sopra o Fogo da verdade sobre o mundo, alguns personagens oprimidos ou aflitos voltam à vida, como Ludovic, a criança trancada no ovo. Da mesma forma, Aali, um garoto muçulmano que parecia ferido e morto ressuscita.

O pequeno Aali se levanta dos escombros da mesquita destruída, girando em vestimenta tradicional dervixe.

O menino executa a antiga arte do redemoinho de Sufi, que é praticado por dervixes Sufi da ordem Mevlevi. Os dervixes são uma antiga corrente esotérica do Islão.

“Os Mistérios da fé islâmica estão agora na posse dos dervixes – homens que, renunciando a mundanidade, resistiram ao teste dos mil e um dias de tentação. Acredita-se que Jalal-ud-Din, o grande poeta persa sufi e filósofo, fundou a ordem dos Mevlevi, ou “dervixes giratórios” cujo significado esotérico dos movimentos é o movimento dos corpos celestes e segundo o significado esotérico resulta no estabelecimento de um ritmo que estimula os centros da consciência espiritual no corpo do bailarino.”

– Manly P. Hall, The Secret Teachings of All Ages (Ensinamentos Secretos de Todas as eras)

dervixes giratórios

O renascimento do menino muçulmano num dervixe giratório indica que há uma ligação entre ele e o Cristo interior: ambos representam a iniciação nas escolas esotéricas, que têm todas o mesmo objetivo – o contato com a divindade pela iluminação espiritual. Outras religiões com correntes esotéricas subterrâneas como o hinduísmo (representado por Shiva dançando) também são representadas no filme.
Quando a figura de Cristo emerge da catedral, o edifício (guardado por uma gárgula com má aparência) desmorona atrás dele.

Nesta nova era de iluminação espiritual, monumentos construídos pelo homem tornar-se-ão inúteis e obsoletos. Então, eles se desintegram e desaparecem.

À medida que o à noite dá lugar ao dia, a figura Crística abre os olhos ardentes e navega em direcção ao sol. Flores de lótus, símbolo da iluminação espiritual na filosofia oriental, aparecem atrás dele, confirmando aos telespectadores que o caminho para a liberdade é verdadeiramente espiritual.

Conclusão

I Pet Goat II recebeu muitos elogios por sua capacidade técnica e seu roteiro original. Apesar da falta de narrativa ou diálogo, uma história elaborada nos é entregue com a ajuda da mais antiga e universal linguagem. O simbolismo. Por meio de símbolos, o filme consegue entregar uma crítica mordaz da civilização ocidental contemporânea, para descrever suas muitas doenças e até mesmo prever a sua queda inevitável. Mais importante ainda, uma descodificação profunda do simbolismo do filme revela uma forte mensagem de iluminação espiritual baseada nos antigos mistérios. Embora o aspecto esotérico do filme poderá não ser entendido por todos, ele está no coração do filme e é apresentado como a solução definitiva contra o mal e a corrupção no mundo actual. A conclusão do filme é muito pessoal: ou VOCÊ se torna uma cabra domesticada com um código de barras 666 na testa ou você se torna uma figura Crística com um terceiro olho na testa. Esta noção de iluminação pessoal é definitivamente gnóstica e é comum na maioria das escolas esotéricas de pensamento de todas as civilizações.

Concorde ou discorde com a conclusão do filme é uma questão espiritual da fé pessoal, mas é certo que aqueles por trás de “I, Pet Goat II” estão no “saber” de tudo que é oculto, esotérico e até mesmo conspiratório. Cada cena tem como fundo uma história profunda e subjacente – seja histórica, política ou espiritual – o que levaria páginas e páginas de palavras para explicar tudo a fundo. Aqui reside o poder dos símbolos: eles podem simplesmente ser admirados por sua estética ou podem, plenamente entendidos, revelarem uma profunda história da humanidade, de Deus e de tudo o que existe entre os dois.

Fonte: http://provafinal2012.blogspot.com.br/2012/07/descodificacao-esoterica-de-i-pet-goat.html

FREEDOM INFORMATION NETWORK

Diálogo entre Jasão e Jesus

Image “Jasão”, sendo o protagonista do livro “Operação Cavalo de Tróia”, de J.J. Benitez, é um Major da Força Aérea dos EUA que participa de um experimento científico de viagem no tempo. O período que é escolhido para testar a máquina é o da crucificação de Jesus Cristo. Após diversas dificuldades e percalços pelo caminho, Jasão encontra-se com o Galileu na casa de Lázaro, o que ocasiona uma conversa deveras reveladora, profunda e meditativa entre o rabi e o viajante. Aproveitem esse dia para refletir nas palavras ditas pelo Mestre. Embora seja um livro de “ficção”, não deixa de abarcar um significado congruente com o que nós, Livres Pensadores, pensamos e refletimos acerca da Vida e do Universo, entre outros temas. (Os grifos são nossos)

“Ao notar que Jesus se oferecia prazerosamente ao diálogo, aproveitei a ocasião e perguntei-lhe sua opinião sobre o que sucedera naquela tarde.

– Tenho estado no centro do mundo e me revelado a eles na carne. Encontrei-os todos embriagados. Nenhum eu encontrei sedento. Minha alma sofre pelos filhos dos homens porque estão cegos de coração; não vêem que chegaram vazios ao mundo e tencionam sair vazios do mundo. Agora estão bêbados. Quando vomitarem seu vinho se arrependerão…

– São palavras muito duras – disse-lhe -. Tão duras como as que pronunciaste no cume do Monte das Oliveiras, à vista de Jerusalém…

– Talvez os homens pensem que vim para trazer a paz ao mundo. Não sabem que estou aqui para lançar na terra divisão, fogo, espada e guerra… Pois haverá cinco em uma casa: três contra dois e dois contra três; o pai contra o filho, o filho contra o pai. E eles estarão sós.

– Muitos, em meu mundo – acrescentei procurando fazer com que minhas palavras não soassem excessivamente estranhas para Lázaro – poderiam associar essas frases tuas sobre o fim de Jerusalém como o fim do tempo. Que dizes a isto?

– As gerações futuras compreenderão que a volta do Filho do Homem não se dará pela mão do guerreiro. Esse dia será inolvidável: depois da grande atribulação – como não houve outra desde o princípio do mundo – meu estandarte será visto nos céus por todas as tribos da terra. Essa será minha verdadeira e definitiva volta: sobre as nuvens do céu, como o relâmpago que sai do Oriente e brilha até o Ocidente…

– Que será a grande atribulação?

– Poderias chamá-la “um parto de toda a Humanidade…”

Jesus não parecia muito disposto a dar-me detalhes.

– Ao menos diz-nos quando se realizará.

– Daquele dia e daquela hora, ninguém sabe. Nem os anjos, nem o Filho. Só o que posso dizer-te é que será tão inesperado que a muitos os pilhará no meio da sua cegueira e iniquidade…

– Meu mundo, da qual venho – tratei de pressioná-lo – distingue-se precisamente pela confusão e pela injustiça…

– Teu mundo não é nem melhor nem pior do que este. A ambos só lhes falta o princípio que rege o Universo: o Amor.

– Dá-me, ao menos, um sinal para que saibamos quando te revelarás aos homens pela segunda vez…

– Quando vos desnudardes sem sentir vergonha, tornardes vossas vestimentas, as colocardes sob os pés como as crianças e as pisoteardes, então vereis o Filho do Vivente e não temereis.

Lázaro, oportunamente, continuava identificando “meu mundo” como a Grécia. Isso me permitia continuar interrogando o Mestre com uma certa margem de amplitude.

– Então – tornei – meu mundo está ainda muito longe desse dia. Ali os homens são inimigos dos homens e até do próprio Deus…

Jesus não me deixou prosseguir.

– Estais então equivocado. Deus não tem inimigos.

Aquela incisiva frase do Nazareno trouxe-me à memória muitas das crenças sobre um Deus justiceiro que condena ao fogo do inferno o que morre em pecado. E foi o que lhe disse.

Cristo sorriu meneando a cabeça negativamente.

– Os homens são hábeis manipuladores da Verdade. Um pai pode sentir-se aflito com as loucuras do filho, mas nunca condenaria os seus a um mal permanente. O inferno, como crêem em teu mundo, significaria que uma parte da Criação haveria escapado das mãos do Pai… E posso assegurar que crer nisso é não conhecer o Pai.

– Por que então falaste em certa ocasião de fogo eterno e ranger de dentes?

– Se falando por parábolas não me compreendes, como então posso ensinar-te os mistérios do Reino? Em verdade, em verdade te digo que aquele que aposte forte, e se equivoque, sentirá como lhe rangem os dentes.

– É que a vida é uma aposta?

– Tu o disseste, Jasão. Uma aposta pelo Amor. É o único bem em jogo desde que se nasce.

Fiquei pensativo. Aquelas eram palavras novas para mim.

– Que te preocupa? – perguntou-me Jesus.

– A ser assim, que podemos pensar dos que nunca amaram?

– Não há tais.

– Que me dizes dos sanguinários, dos tiranos?…

– Também esses ama à sua maneira. Quando passarem para o outro lado levarão um bom susto…

– Não entendo.

– Eles se darão conta, ao deixar este mundo, de que ninguém lhes perguntará por seus crimes, riquezas, poder ou beleza. Eles mesmos, e só eles, se convencerão de que a única medida válida, no “outro lado”, é o Amor. Se não amaste aqui, em teu tempo, somente tu te sentirás responsável.

– E que ocorrerá com os que não tiverem sabido amar?

– Quererás dizer: com os que não tiverem querido amar…

Novamente me senti confuso.

– …Esses, amigo – prosseguiu o rabi, captando minha dúvida – serão os grandes burlados e, em consequência, os últimos no Reino do meu Pai.

– Então teu Deus é um Deus de amor…

Jesus pareceu agastar-se.

– Tu és Deus!

– Eu, Senhor?!

– Em verdade te digo que todos os nascidos levam o selo da Divindade.

– Mas não respondeste à minha pergunta. É Deus um Deus de amor?

– Não o fosse e não seria Deus.

– Nesse caso devemos excluir de sua mente qualquer castigo ou prêmio?

– É nossa própria injustiça a que se volta contra nós próprios.

– Começo a intuir, Mestre, que tua missão é muito simples. Será que me engano se te digo que teu trabalho consiste em deixar uma mensagem?

O Nazareno sorriu satisfeito. Pôs a mão sobre meu ombro e replicou:

– Não podias resumi-lo melhor…

Lázaro, sem fazer o menor comentário, assentiu com a cabeça.

– Tu sabes que meu coração é duro – acrescentei. Poderias repetir-me essa mensagem?

– Diz ao teu mundo que o Filho do Homem só veio para transmitir a vontade do Pai: que todos sois seus filhos!

– Isso já o sabemos…

– Estás seguro? Diz-me, Jasão, que significa para ti ser filho de Deus?

Senti-me novamente apanhado. Sinceramente, não tinha uma resposta válida. Nem mesmo estava seguro da existência desse Deus.

– Eu to direi – interveio o Mestre com uma grande doçura. Haver sido criado pelo Pai supõe a máxima manifestação de amor. Ele dá tudo sem pedir nada em troca. Eu recebi o encargo de recordar isso. Essa é a minha mensagem.

– Deixa-me pensar… Então, façamos o que façamos, estaremos condenados a ser felizes?

– É questão de tempo. É necessário que o mundo entenda, e ponha em prática que o único meio para ele é o Amor.

Tive de meditar muito minha pergunta seguinte. Naquele instante, a presença do ressuscitado podia constituir um certo problema.

– Se tua presença no mundo obedece a uma razão tão elementar como a de depositar uma mensagem para toda a humanidade, não crês que “tua igreja” é demais?

– Minha igreja? – perguntou por sua vez Jesus, embora, em minha opinião, houvesse entendido perfeitamente – Não tive, nem tenho a menor intenção de fundar uma igreja, tal como tu pareces entendê-la.

Aquela resposta perturbou-me demais.

– Mas tu disseste que a palavra do Pai deveria ser estendida até os confins da Terra…

– E em verdade te digo que assim será. Mas isso não implica condicionar ou dobrar minha mensagem à vontade do poder ou das leis humanas. Não é possível que um homem monte dois cavalos ou que dispare dois arcos. Como não é possível que um criado sirva a dois amos. Senão, ele honrará a um e ofenderá ao outro. Ninguém que beba vinho velho deseja no momento beber vinho novo. Não se verte vinho novo em odres velhos, para que não se azede, nem se transvasa vinho velho em odres novos, para que não se deteriore. Nem se cose um remendo velho a um vestido novo porque se faria um rasgão. Da mesma forma te digo: minha mensagem só necessita de corações sinceros que a transmitam; não de palácios ou falsas dignidades e púrpuras que a cubram.

– Tu sabes que não será assim…

– Ai dos que antepuserem sua estabilidade à minha vontade!

– E qual é a tua vontade?

– Que os homens se amem como os tenho amado. Isso é tudo.

– Tens razão – admiti – para isso não faz falta montar novas burocracias, nem códigos, nem chefaturas… Não obstante, muitos dos homens de meu mundo desejaríamos fazer-te uma pergunta…

– Adiante – animou-me o Galileu.

– Poderíamos chegar a Deus sem passar pela igreja?

O rabi suspirou.

– E tu necessitas dessa igreja para chegar ao teu coração?

Uma confusão extrema bloqueou-me a voz. E Jesus o percebeu.

– Muito antes de que existisse a tribo de Davi, irmão Jasão, muito antes de que o homem fosse capaz de erguer-se sobre si mesmo, meu Pai havia semeado a beleza e a sabedoria na terra. Quem vem antes, portanto, Deus ou essa igreja?

– Muitos sacerdotes do meu mundo – repliquei – consideram essa igreja como santa.

– Santo é meu Pai. Santos sereis todos vós no dia em que amardes.

– Então – e te rogo que me perdoes pelo que vou dizer-te – essa igreja está sobrando…

– O amor não necessita de templos ou legiões. Um homem tira o bem ou o mal de seu próprio coração. Um só mandamento vos é dado, e tu sabes qual é… O dia em que meus discípulos fizerem saber a toda a humanidade que o Pai existe, sua missão estará concluída.

– É curioso: esse Pai parece não ter pressa.

O gigante mirou-me compassivamente.

– Em verdade te digo que Ele sabe que terminará triunfando. O homem sofre de cegueira, mas eu vim abrir-lhe os olhos. Outros seres descobriram já que é mais vantajoso viver no Amor.

– Que ocorre então conosco? Por que não conseguimos encontrar essa paz?

– Eu já disse que os tíbios, vomitá-los-ei pela minha boca, mas não tentes mortificar teus irmãos na malícia ou na pressa. Deixa que cada espírito encontre seu caminho. Ele mesmo, ao final, será seu juiz e defensor.

– Então, tudo isso de juízo final…

– Por que tanto vos preocupais todos com o final, se nem sequer conheceis o princípio? Já te disse que do outro lado espera-vos a surpresa…

– Tenho a impressão de que Tu serias considerado excessivamente liberal para as igrejas do meu mundo.

– Deus é tão liberal, como dizes, que até mesmo permite que te enganes. Ai daqueles que se arrogam o papel de sacerdotes, respondendo ao erro com o erro e à maldade com a maldade! Ai dos que monopolizam Deus!

– Deus… Tu sempre estás falando de Deus. Poderias explica-me quem ou o que é?

O fogo daquele olhar tornou a transpassar-me. Duvido que exista muro, coração ou distância que não pudesse ser vencido por semelhante força.

– Podes tu explicar a estes de onde vens e como? Pode o homem apresar as cores entre as mãos? Pode um menino guardar o mar entre as pregas de sua túnica? Podem os doutores da lei alterar o curso das estrelas? Quem tem poder para devolver a fragrância à flor que foi pisoteada pelo boi? Não me peças que te fale de Deus: sente-o. É o suficiente…

– Eu estaria certo se dissesse que o sinto como… uma “energia”?

Eu não me dava por vencido, e Jesus o sabia.

– Vais muito bem.

– E que há por baixo dessa “energia”?

– É que não há “acima” ou “abaixo” – atalhou o Nazareno, cortando meus atropelados pensamentos – O Amor, quer dizer, o Pai, é o Todo.

– Por que é tão importante o Amor?

– É a vela do navio.

– Permite que eu insista: que é o Amor?

– Dar.

– Dar… mas dar o quê?

– Dar. Desde um olhar até tua vida.

– Que podem dar os angustiados?

– A angústia.

– A quem?

– À pessoa que lhes quer bem…

– E se não tiverem ninguém?

O mestre fez um gesto negativo.

– Isso é impossível… Até os que não te conhecem podem amar-te.

– E que dizes de teus inimigos? Também deves amá-los?

– Sobretudo a esses… O que ama aos que o amam já recebeu a recompensa.

A conversação se prolongaria, ainda, até bem entrada a madrugada. Agora sei que meu ceticismo para com aquele homem havia começado a fender.”

 

 

fonte: http://www.deldebbio.com.br/2012/06/07/dialogo-entre-jasao-e-jesus/

Ponto de Encontro

Poucos se interessam pela etimologia – o significado e a origem das palavras –, talvez porque nunca tenham pensado mais aprofundadamente sobre o assunto, talvez porque creiam que todas as palavras e todos os idiomas tenham surgido de uma forma meio mágica, como no mito da Torre de Babel.

Eu penso na cor laranja: ela compartilha seu nome com a laranja, a fruta. Eis um belo exemplo de como o nome de uma coisa concreta – a fruta – deu origem ao nome de um conceito abstrato – a cor, nada mais do que um dos espectros da luz quando refletida pela superfície de uma laranja madura. Mas a cor laranja é assim chamada na língua latina, originária da antiga Europa; certamente em outros lugares do mundo, em outros idiomas, não teremos essa curiosa associação entre a fruta e a cor, simplesmente porque as laranjas não cresciam em todas as partes do mundo…

 

Ainda numa analogia próxima, podemos nos lembrar dos esquimós, ou de todos os povos que se desenvolveram nas zonas gélidas, mas principalmente os da América do Norte. Se perguntarmos quantas cores um esquimó vê no horizonte gelado de suas casas, eles nos darão uma lista de praticamente meia-dúzia delas – no entanto, nós vemos apenas branco. É preciso um longo convívio com os esquimós para compreender a importância das variadas gradações de “cinza-creme” para “cinza-branco” e finalmente o “branco-branco”: é através delas que eles conseguem se orientar em um “deserto de gelo”, inclusive identificando onde temos o gelo mais fino, onde é arriscado trafegar com muito peso (bem, hoje em dia eles estão modernos, caçam com motos de neve e aposentaram os trenós puxados por cachorros – some o peso da pesca e da caça e não é difícil compreender a necessidade de se evitar o gelo fino).

Nas civilizações e crenças humanas, ocorre algo um tanto parecido. Cada povo desenvolveu um sistema próprio de escrita e linguagem, um sistema próprio de arte e cultura e, sobretudo, um sistema próprio de lidar com o sagrado. Todos nós lidamos com os mistérios do nascimento e da morte, com as atribulações da vida em sociedade, com a doença e os vícios, a guerra e a paz, o amor e a indiferença – mas acima de tudo lidamos com a natureza, com esse Cosmos infinito a nossa volta, com esse “Deus-Branco” ao qual cada povo deu um nome, e talvez ao qual, assim como os esquimós, cada povo defina através de inúmeras gradações de branco, muito embora o chamem simplesmente de Deus, de “O Grande Branco”.

Essa talvez seja a origem de tantos conflitos entre os povos: é que um não consegue compreender o outro, pois cada povo traz consigo séculos de cultura e linguagem, séculos de interpretações de conceitos e símbolos, e às vezes é muito complicado fazer com que outros povos o entendam. Não adianta simplesmente dizer: “Olha só, eu creio em Krishna e você crê em Allah, e nosso vizinho crê em Jeová, mas eles são todos nomes para uma mesma coisa, um mesmo conceito.” – Pois falar é fácil, difícil é se fazer entender. Porque o deus de um afirma que somente aqueles que rezam ajoelhados em uma direção são dignos, enquanto outro afirma que somente aqueles que crêem em seu filho serão salvos, e ainda outro afirma que antes da salvação ainda serão necessárias inúmeras vidas de purificação espiritual… E daí que todos criaram nomes para o mesmo conceito? A questão é que nenhum parece ter compreendido o conceito em si, a abrangência do sagrado.

Dessa forma, assim como as gradações de branco das cores dos esquimós no fundo são simplesmente branco (embora seja necessário para eles identificar todas as gradações), no fundo um Criador universal, uma substância primeira que originou todas as demais, só pode ser simplesmente “O Grande Branco”. Mas ninguém parece se preocupar em compreender o porquê de cada povo dar um nome diferente ao Branco – e a todas as suas gradações.

Ao invés de colocarmos um “deus-barreira” entre nós, seria muito mais interessante nos focarmos na compreensão uns dos outros, e do porque cada povo chegou a sua conclusão sobre o sagrado, o Grande Mistério, a substância primeira. Dessa forma não nos isolamos uns dos outros, nem entre espiritualistas nem entre agnósticos e ateus – pois em todo caso todos vivem na mesma realidade, todos caminham pelo deserto do mundo e eventualmente encontram laranjas e horizontes de gelo. Todos têm de lidar com o sagrado, mesmo que sua forma de lidar seja o ignorando.

Levantemos a barreira, criemos um ponto de encontro nas vielas estreitas de nossas metrópoles existenciais. Que seja uma praça, um bar, um lugar onde se toma café, um jardim, um pórtico, uma trilha em torno da cidade… Qualquer lugar onde possamos falar do mundo, do sagrado, de Deus e de nós mesmos, sem que um “deus-barreira” ou um dogma se interponha entre nós. Os pensamentos cristalizados, solidificados, represados, não são nem pássaros a voar nem rios a fluir, mas a mais pura angústia, o mais puro sofrimento de ter de se viver ancorado a crenças impostas, a “mandamentos” que não fazem mais sentido – pois não somos mais fugitivos em um deserto escaldante.

Hoje temos o mundo todo no controle remoto, e principalmente, boa parte do conhecimento do mundo ao alcance de uma máquina acessível à imensa maioria dos que tem o luxo de poder se dedicar a amar tal conhecimento. Mas toda informação e toda tecnologia do mundo de nada nos adiantará se continuarmos a viver isoladamente, sem nos encontrar alguma noite da semana em nosso ponto de encontro, sem procurar compreender como o outro pensa, como o outro sente, como o outro lida com o sagrado.

É preciso aprender a pensar por si próprio, a romper à represa e deixar a água correr livre para o oceano, a abrir à gaiola e deixar o pássaro decidir que rumo tomar no horizonte; Então poderemos acordar num céu de liberdade, onde todos foram convidados, e onde os primeiros a chegar não se preocuparam em adorar o “deus-ausente”, mas se comprometeram a serem eles mesmos as mãos e os olhos de Deus.

No ponto de encontro, os anjos comparecem todos os dias com os convites para esse novo mundo – um mundo onde o laranja e as demais cores, e todas as gradações de branco, se unem em uma só luz, em um branco infinito… Basta-nos achar o jardim onde os anjos pousam, e prosseguir nessa viagem sem fim pela imensidão do Cosmos.

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Crédito da imagem: jlmccoy

 

extraído de: http://www.deldebbio.com.br/2012/05/21/ponto-de-encontro/

Thrive Movement – The Movie

Finally, the Thrive Movie became FREE. Watch it!

SINOPSE 
Thrive é um documentário não-convencional que levanta o véu sobre o que realmente está acontecendo em nosso mundo – descobrindo a consolidação mundial do poder em quase todos os aspectos de nossas vidas. Tecendo avanços na consciência, ciência e ativismo, Thrive oferece soluções reais, capacitando-nos com estratégias inéditas e ousadas para a recuperação de nossas vidas e nosso futuro.

Versão com ótima qualidade – Torrent + legenda pt-br em http://www.4shared.com/zip/w3gszors/thrivetorrent-legenda

Objetos estranhos ao redor do SOL

Já tivemos o cubo.

 

e muitos outros

 

mas esta esfera é muito estranha.

 

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