A lei de Amra

Grupos-de-ajuda-mútuaA manga é uma fruta magnífica, rica em ferro e vitamina C. Oriunda da mística Índia foi trazida até nós pelos portugueses na época do descobrimento e se espalhou pelo Brasil de norte a sul. Seu nome científico é MAN(g)GÍFERA e pertence a família das ANARCADIACEAE, possuindo mais de cem variedades da espécie. Seu nome em sânscrito é AMRA que significa: “Aquele que SERVE as criaturas vivas”[1]. Dito isto, vamos para a parte da chamada Lei de Amra!

Costume que remonta primevos egípcios, a famosa Lei de Amra é mencionada em diversos manuscritos místicos antigos.

Esta mesma lei foi, posteriormente adotada pelos povos hebreus influenciando suas práticas religiosas até hoje.

A Lei de AMRA é a seguinte[2]: Se você ora ao Deus do seu Coração, suplicando algum auxílio especial em caso de doença, preocupação, adversidade, tribulação, ou problema financeiro, e se sua prece, ou seja, sua petição for atendida, você tem o dever de fazer uma compensação, não apenas por meio de uma prece ou um sentimento de gratidão, mas, transferindo a outrem uma parte da benção que recebeu.

Como visto, a tradição assim nos obriga se ao pedirmos melhora de saúde, alívio em algum sofrimento ou mesmo auxílio em negócios ou ascensão social, de acordo com a Lei de Amra, devemos contribuir com algo, separando uma pequena quantidade de dinheiro ou qualquer outro material que possa ser usado para fazer mais feliz alguma outra pessoa, ou melhor, colocá-la em paz com o mundo. Tal procedimento pode ser estendido para quando recebemos uma benção dos Mestres espirituais caso contrário não devemos pedir, com justiça, no futuro quaisquer outras bênçãos!

A pequena quantidade de dinheiro doada nunca deve ser usada para qualquer propósito pessoal ou meramente egoísta. Deve ser utilizado para ajudar algum enfermo, criança desolada, movimento de auxílio ao próximo que realmente necessite ou esteja realizando uma obra benemerente!

Portanto é Lei! Se oramos ao GADU na busca de solução para algum problema, seja ele de ordem espiritual, emocional ou material, tais como finanças, negócios, doenças, etc e, se essa solicitação for “ouvida”, conforme a Lei de Amra é dever místico do beneficiado fazer uma COMPENSAÇÃO, não só por meio de uma prece de agradecimento, que muitos a fazem apenas por desencargo de consciência, mas levar à alguma pessoa necessitada uma parte do benefício que por graça recebeu, visando assim minorar as dores e os sofrimentos alheios, ISSO É LEI!

Interessante é verificar que na Bíblia inexiste explicação para a sua aplicação e por isso mesmo ela vem sendo distorcida há milênios e mal apelidada como um simples DÍZIMO! Que alias, significa contribuição ou imposto equivalente à décima parte de um rendimento qualquer. Imposto? 10%? Como assim??? Bem, isto pode ser visto facilmente em qualquer dicionário. Outra distorção acontece quando fala-se em “pagar penitência”.

Como visto, a verdadeira Lei de Amra que desaguou no atual processo do dízimo enfrentou séculos de distorções e más interpretações por puro desconhecimento das causas e dos efeitos da ritualística. Para evidenciar o que acabamos de afirmar vejamos dois textos atribuídos a Hermes Trimesgisto[3], chamado de “O três vezes grande” pelos antigos egípcios:

Os falsos sábios, reconhecendo a irrealidade comparativa do Universo, imaginaram que podiam transgredir as suas Leis: estes tais são vãos e presunçosos loucos; eles se quebram na rocha e são feitos em pedaços pelos elementos, por causa da sua loucura. O verdadeiro sábio, reconhecendo a natureza do Universo, emprega a Lei contra as leis, o superior contra o inferior; e pela Arte da Alquimia transmuta[4] aquilo que é desagradável naquilo que é agradável, e deste modo triunfa. O Domínio não consiste em sonhos anormais, em visões, em vida e imaginações fantásticas, mas sim no emprego das forças superiores contra as inferiores, escapando assim das penas dos planos inferiores pela vibração nos superiores. A Transmutação não é uma denegação presunçosa, é a arma ofensiva do Mestre.

Em qualquer lugar que estejam os vestígios do Mestre, os ouvidos daquele que estiver preparado para receber o seu Ensinamento se abrirão completamente.

[1] Rebouças, André P, Mestr\M\, ARLS José Antônio Guimarães, 1292, Rio de Janeiro, RJ;

[2] http://rosacruzes.blogspot.com/2007/09/lei-e-amra.html

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Publicado em 12/05/2012, em Conscienciologia, Energia, Espiritualidade, Filosofia, História, Psicologia, Teosofia e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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