O Poder da Gratidão

 

Helio P. Leite 08.05.2011

Observamos no dia-a-dia em nós mesmos e em outras pessoas, uma tendência em enxergar e valorizar as coisas negativas e deixar de lado as coisas boas que acontecem. Conheço uma pessoa que passou o final de semana em um hotel maravilhoso, estava tudo ótimo mas… Tinha um garçom que não era simpático e houve um serviço que não foi prestado satisfatoriamente. O resultado é que essa pessoa falava mais desses pequenos detalhes que não foram bem, do que dos 95% que foram uma maravilha. Ou seja, 80% da conversa era sobre 5% dos fatores que foram negativos. Tive uma cliente que estava em busca de um emprego para ter a sua independência financeira com relação ao marido.

Ela se sentia infeliz e reclamava do quanto era difícil arranjar um trabalho. Finalmente conseguiu ser contratada. Mas quando recebeu seu primeiro pagamento começou a se queixar que o salário era baixo, que as colegas faziam fofoca, e etc… Não é estranho? O invés de se sentir feliz por que recebeu o primeiro salário (antes não ganhava nada), ficou triste por que era pouco. Eu lembro que eu tinha um padrão parecido com esse quando eu ainda tinha uma firma de engenharia. Naquela época, minha vida financeira era terrível. Eu ficava desesperado querendo receber o pagamento dos clientes, porém, quando eu recebia, ficava mal pois já sentia que o pagamento não daria pra fazer nada. Como não dava para pagar tudo que eu devia, era um tormento escolher quais contas seriam pagas e quais seriam adiadas e negociadas. O padrão se manifestou de forma semelhante quando deixei a firma e me tornei terapeuta. No começo, como seria de esperar, eu tinha poucos clientes. E sempre que eu recebia um pagamento de algum atendimento que eu fazia, ao invés de ficar feliz, eu acabava ficando triste por que sabia que aquele valor não daria para ter a vida que eu queria. Quando nos sentimos insatisfeitos com o que recebemos ou com o que já temos, as conseqüências negativas são muito óbvias. Deixamos de crescer pois o desânimo tomará conta de nós, influenciando nossas ações, e a tendência é que nós fiquemos estagnados. Pior ainda, se a insatisfação for muito grande chegaremos até a perder o que temos. Eu lembro do quanto isso me deixava abatido nos tempos da engenharia e certamente me levou a criar mais problemas financeiros. Já alguém que constantemente vê o lado o bom e se sente agradecido pelo que recebe, sente ânimo, o que vai influenciar suas ações de forma positiva levando esta pessoa a progredir. Observe como funciona o mecanismo da gratidão. Uns dias atrás levei uns abacates do quintal da minha casa para uma amiga. Ela ficou bem feliz e agradecida com este pequeno presente. Em outro momento, falando comigo ao telefone, comentou que os abacates estavam deliciosos, que todos em casa gostaram e mais uma vez agradeceu. Como ia encontrá-la novamente, imediatamente lembrei de levar mais abacates pra ela. E dessa vez foi uma sacola maior. Dá uma satisfação em dar algo pra alguém que se sente grato. O fato dela ter expressado a gratidão fez com que ela recebesse mais. Imagine se a reação dela tivesse sido assim “Eu não gosto muito de abacate. Esses abacates são pequenos. Abacate engorda”. O que eu teria feito? Certamente, não levaria mais nenhum pra ela. E se ela apenas tivesse dito um “obrigado” meio sem graça? Provavelmente eu não lembraria de levar mais pra ela. Quando estou sem poder agendar novos clientes, eu costumo indicá-los para terapeutas que já foram meus alunos e que eu sei que fazem um bom trabalho com a *EFT (técnica para auto-limpeza emocional, veja como receber um manual gratuito no final do artigo). Sabe quais são os terapeutas que eu mais me lembro para indicar? Aqueles que sempre agradecem e me mandam emails informando que atenderam o cliente indicado e contando o resultado que deu. Os que não agradecem, eu simplesmente acabo me esquecendo deles. É algo que ocorre naturalmente. O mesmo acontece na relação entre você e o universo. Quando você se sente grato pelo que tem e pelas coisas que recebe, a tendência é que você receba mais e que haja uma expansão. Mas quando você reclama para a vida da sua casa, do emprego, do salário ou seja lá o que for, a tendência é que você fique estagnado naquilo, ou que até perca o que tem. O universo fica satisfeito em dar mais quando você agradece, assim como você ficaria se recebesse o agradecimento sincero de alguém. Quando somos bebês, a nossa única forma de pedir é mostrando a nossa insatisfação. O bebê chora, ou seja, reclama que algo está incomodando, e a mãe tem que dar um jeito de descobrir o que ele quer e satisfazer suas necessidades. Só que depois nós crescemos, mas acabamos por ficar presos inconscientemente a essa forma infantil de pedir através da reclamação. Uma crença sabotadora é a de que se eu agradecer pelo que tenho, é como se estivesse me conformando com aquilo e dessa forma não vou ter nada melhor. Essa é uma visão infantil. É o bebê que chora até conseguir o que quer. O que essa crença pressupõe é que, se eu reclamar bastante do que eu tenho, vou ganhar algo melhor; o que não faz o menor sentido. Você pode se sentir grato pelo que tem, e ainda assim pode desejar, e sentir que merece algo melhor. Não há qualquer incompatibilidade. Sentir gratidão pelo que se tem neste momento vai abrir os caminhos pra que você tenha coisas melhores, cada vez mais.

Fonte: http://anjodeluz.ning.com/profiles/blog/show?id=867289%3ABlogPost%3A1807372&xgs=1&xg_source=msg_share_post

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Publicado em 06/09/2011, em Filosofia. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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