O amor não deve ser uma obrigação

O amor não deve ser uma obrigação; no momento em que você faz dele uma obrigação, ele se torna artificial, superficial. Não chega nem à profundidade da pele.

O pai diz: “Ame-me porque sou seu pai”. Ele está dando um motivo para o filho amá-lo, como se o amor precisasse de motivos. Os pais não criam situações em torno das quais a criança espontaneamente desabroche em uma pessoa amorosa; eles apenas impõem a ideia.

Se a criança não sente amor naturalmente, sente-se culpada — porque não ama a mãe ou o pai, e isso é ruim, não é assim que as coisas deveriam ser. Ela começa a se condenar.

Se tenta amar só para evitar a culpa, o filho sabe que isso é hipocrisia, mas tem de aprender a hipocrisia porque precisa sobreviver. É uma questão de vida ou morte para ele. Ele tem de amar também os irmãos e as irmãs, os tios e as tias.

Tem de amar, e esquece completamente que o amor poderia ter tido um crescimento natural. Agora o amor se tornou um dever, uma ordem a ser cumprida. Por isso, o filho vai cumprindo.

Esse gesto se torna vazio e acaba se convertendo no padrão para toda a vida.

Osho, em “Meditações Para o Dia”
Imagem por Olivier GR
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Publicado em 03/22/2011, em Espiritualidade, Osho e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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